Religiões e tradições

Espiritualidade e religião não são sinônimos

November 21, 2020

As diferenças e similaridades da religião e espiritualidade


Tradicionalmente, a espiritualidade era usada para descrever uma pessoa religiosa, mas agora ela se expandiu para incluir o buscador religioso, o buscador de bem-estar e felicidade e uma pessoa completamente secular.

Conforme descrito por Chile e Simpson (2004), a religião é uma “instituição baseada na fé através da qual o sistema e as práticas ocultas se tornaram reconhecidos em tradições práticas específicas”. Diferente disso, a espiritualidade é o eu interior que define quem somos e é desenvolvido e expresso de várias maneiras fora da religião. Em outras palavras:

A religião pode ser a fonte da espiritualidade, mas isso não significa que todas as pessoas religiosas são necessariamente espirituais, e da mesma maneira não podemos afirmar que todas as pessoas espirituais estão necessariamente seguindo uma religião institucionalizada.

A espiritualidade é baseada nas experiências reais das dimensões divinas da realidade e não depende necessariamente de um local especial ou de uma pessoa oficialmente designada para facilitar essas experiências (Pruyser, 1968). Ela é desenvolvida e expressa de várias maneiras fora da religião. A religião é apenas uma das maneiras pelas quais a espiritualidade encontra expressão.

A espiritualidade antecede a religião organizada. Jesus Cristo, Krishna, Mahavira, Buda e Maomé não eram líderes religiosos, mas mestres espirituais de seu tempo (Wulff, 1991). O historiador Leandro Karnal, que se declara um ateu, diz que a espiritualidade também pode ser alcançada pela filosofia, teologia, arte e assim por diante.

Embora religião não possa ser considerada a mesma coisa que espiritualidade, deve-se levar em conta a importância das instituições e seu conjunto de valores como uma espécie de primeiro passo para reconhecer e praticar a espiritualidade. Esse conjunto de valores é necessário para enfrentar os desafios contemporâneos do desenvolvimento global, como pobreza, desigualdade e distribuição de recursos.

Não há dúvidas de que esses valores são importantes. Como as religiões têm como essência uma visão de criar um mundo melhor, elas não deveriam se concentrar em fatores econômicos. Seus valores e códigos morais fornecem uma base sólida para uma estratégia de desenvolvimento mais sustentável e apropriada. A questão é se eles são usados de maneira benéfica ou prejudicial ao desenvolvimento. Durante os anos alguns valores e ensinamentos foram interpretados, aplicados ou mesmo manipulados de maneiras que não foram benéficas para o desenvolvimento.

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